Polêmicas e discussões no interior do movimento anarquista uruguaio sobre a natureza e os rumos da Revolução Russa entre 1918-1919

Autores

  • George Zeidan Araújo Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

DOI:

https://doi.org/10.46752/anphlac.025.2018.3056

Resumo

O anarquismo era a principal corrente do movimento operário-social no Uruguai de fins da década de 1910. Os anarquistas uruguaios estavam divididos em duas correntes principais: os anarco-comunistas e os anarco-individualistas. Desde o início, os dois grupos interpretaram a Revolução Russa de 1917 de maneira díspar. Os primeiros acreditavam que a tomada do poder pelos bolcheviques era o primeiro passo em direção ao estabelecimento da sociedade anarquista, ao passo que os últimos julgavam que os princípios que guiavam os revolucionários russos eram incompatíveis com esse objetivo. A partir de 1918, as discrepâncias entre a interpretação das duas correntes aumentaram a medida que as ações tomadas pelos bolcheviques pareciam se afastar cada vez mais do ideário anarquista. O objetivo deste artigo é apresentar as polêmicas e discussões que tiveram lugar no interior do movimento anarquista uruguaio sobre a natureza e os rumos da Revolução Russa entre 1918-1919. Devido à proeminência do anarquismo no movimento operário-social uruguaio do período, o recrudescimento das discordâncias afetou não só as correntes anarquistas, mas todo o movimento operário-social do país à época.

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Biografia do Autor

George Zeidan Araújo, Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

Doutor em História pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (2017). Atualmente é professor colaborador do Departamento de História da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC.

Referências

Fontes documentais

EL HOMBRE (1917-1919)

LA BATALLA (1917-1919)

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Publicado

2019-01-26

Como Citar

Araújo, G. Z. (2019). Polêmicas e discussões no interior do movimento anarquista uruguaio sobre a natureza e os rumos da Revolução Russa entre 1918-1919. Revista Eletrônica Da ANPHLAC, (025), 5-27. https://doi.org/10.46752/anphlac.025.2018.3056