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  • Convocatória para dossiê: “Intelectuais e resistências ao autoritarismo na América Latina”

    2020-08-14

    Organizadores: Carolina Amaral de Aguiar (Universidade Estadual de Londrina, UEL) e Fernando Camacho Padilla (Universidad Autónoma de Madrid, UAM)

     

    Data limite: 30/12/2020

     

    O avanço do autoritarismo nas primeiras duas décadas do século XXI, particularmente em países da América Latina, mantém o tema da resistência nos radares acadêmicos. Nos diferentes momentos em que a América Latina foi palco de governos autoritários e/ou de ditaduras, intelectuais, artistas, escritores e cineastas, como produtores de formas de interpretar a realidade, analisaram as transformações enfrentadas pelo mundo na tentativa de compreendê-las e expressar oposição. Como descreveu o poema de Carlos Drummond de Andrade, transborda nesses contextos, apesar do autoritarismo, a sensação de que uma flor “furou o asfalto, o tédio, o asco e o ódio”.

    Nos debates teóricos, a noção de “resistência” ganhou força a partir das reflexões realizadas no pós-Segunda Guerra sobre a construção de identidades positivas mitificadas, como no caso francês, ou sobre as possibilidades de resistir a estados totalitários, como no caso alemão. Nos anos 1990, essa noção se ampliou para além do recurso às armas, passando a abranger também ações civis diversas, sejam elas humanitárias, intelectuais, artísticas, diplomáticas, entre muitas outras. Do debate alemão, permaneceu a possibilidade de entender a resistência como negativa, oposição e dissidência, mas também como parte de uma zona cinzenta de ações que envolvem a relação entre o indivíduo e o Estado autoritário. Nas últimas décadas, pesquisadores como François Bédarida, Denise Rollemberg e Marcos Napolitano destacam os desafios que a resistência, como categoria analítica, impõe à compreensão de contextos históricos específicos, uma vez que costuma apagar diferenças ideológicas e políticas agrupadas sob um mesmo termo. Além disso, é necessário considerar que o termo ganhou amplitude geográfica e passou a ser empregado para se referir a processos históricos fora da Europa, inclusive aqueles ocorridos na América Latina.   

    Diante dessas considerações, este dossiê busca reunir artigos que dialoguem com a noção de resistência entendida como oposição ao autoritarismo. Pretende-se, a partir de casos específicos, analisar as formas de resistir, os discursos sociais, políticos e culturais que aparecem nas mais diferentes fontes históricas. O marco temporal, por sua vez, valoriza a compreensão da resistência e do autoritarismo como categorias de longa duração, que foram utilizadas nos diferentes contextos históricos em que a democracia esteve em jogo na América Latina. Assim, convidamos pesquisadores a apresentarem artigos que abarquem uma temporalidade que vai dos debates antifascistas dos anos 1930, situados num momento de construção mundial da categoria analítica em questão, até as ditaduras e as aberturas democráticas dos anos 1960 aos 1980, quando se produz uma recomposição dos diversos grupos que se opunham aos governos autoritários e uma reconfiguração do campo da “resistência”. Serão aceitos para a avaliação artigos que se dediquem a refletir sobre um ou mais países latino-americanos, que conectem a América Latina com outros continentes e que abordem o contexto brasileiro desde que a partir de uma perspectiva comparada ou conectada a outro país latino-americano.     

     

     

    Convocatoria para dossier: “Intelectuales e resistencias al autoritarismo en América Latina”

     

    Organizadores: Carolina Amaral de Aguiar (Universidade Estadual de Londrina, UEL) y Fernando Camacho Padilla (Universidad Autónoma de Madrid, UAM)

    Plazo máximo para envío: 30/12/2020

    El avance del autoritarismo durante la dos primeras décadas del siglo XXI, particularmente en países de América Latina, mantiene el tema de la resistencia en los objetos de interés del mundo académico. En los diferentes momentos en que América Latina fue escenario de gobiernos autoritarios y/o dictaduras, colectivos de intelectuales, artistas, escritores y cineastas, en calidad de productores de formas de interpretar la realidad, analizaron las transformaciones enfrentadas por el mundo en un intento por comprenderlas y por expresar su rechazo. Como se describe en el poema de Carlos Drummond de Andrade, transborda en esos contextos, al que pese el autoritarismo, la sensación de que una flor “perforó el asfalto, el tedio, el asco y el odio”.

    En los debates teóricos, la noción de “resistencia” ganó fuerza a partir de las reflexiones realizadas tras la Segunda Guerra sobre la construcción de identidades positivas mitificadas, como en el caso francés, o sobre las posibilidades de resistir a estados totalitarios, como en el caso alemán. En los años noventa, la noción fue ampliada más allá del recurso a las armas, y también pasó a abarcar acciones civiles diversas, sean ellas humanitarias, intelectuales, artísticas, diplomáticas, entre muchas otras. Del debate alemán permanece la posibilidad de entender la resistencia como negativa, oposición, disidencia, así como parte de una zona gris de acciones que circundan la relación entre el individuo y el Estado autoritario. En las ultimas décadas, investigadores como François Bédarida, Denise Rollemberg y Marcos Napolitano llaman la atención sobre los desafíos que la resistencia, como categoría analítica, impone a lo comprensión de los contextos históricos específicos, puesto que tiende a plasmar diferencias ideológicas y políticas que son agrupadas bajo el mismo termino. Asimismo, es necesario considerar que el termino ganó amplitud geográfica y pasó a ser usado para se referir a procesos históricos fuera de Europa, incluso aquellos ocurridos en América Latina.    

    Llevando en cuenta dichas consideraciones, este dossier busca reunir artículos que dialoguen con la noción de resistencia en oposición a la de autoritarismo. A partir de casos específicos se pretende analizar las formas de resistir, los discursos sociales, políticos y culturales que ganan fuerza en las más diferentes fuentes históricas. A su vez, el marco temporal valoriza la comprensión de la resistencia y del autoritarismo como categorías de larga duración que han sido utilizadas en los diferentes contextos históricos en que la democracia ha estado en juego en América Latina. Por lo cual, invitamos a los investigadores a presentar artículos que abarquen una temporalidad que va desde los debates antifascistas de los años treinta, entablados en un momento de construcción mundial de la categoría analítica en cuestión, hasta las dictaduras y las aperturas democráticas de los años sesenta a los ochenta, cuando se produce una recomposición de los diversos grupos que se oponían a los gobiernos autoritarios y una reconfiguración del campo de la “resistencia”. Se aceptarán para evaluación artículos que hagan una reflexión sobre uno o más países latinoamericanos, que conecten América Latina a otros continentes, y que aborden el contexto brasileño desde una perspectiva comparada o conectada a otro país latinoamericano.

    Call for papers: “Intellectuals and Resistances to Authoritarianism in Latin America”  

    Coordinators: Carolina Amaral de Aguiar (Universidade Estadual de Londrina, UEL) and Fernando Camacho Padilla (Universidad Autónoma de Madrid, UAM)

    Deadline: December 30th, 2020

    The escalation of authoritarianism in the first two decades of the twenty first century, particularly in Latin American countries, contributes to the permanence of resistance as a topic of academic interest. At the moments in which Latin America underwent authoritarian regimes and/or dictatorships, intellectuals, artists, writers, and filmmakers—as producers interpretations of reality—have analyzed these changes in order to both understand and oppose them. As a poem by Carlos Drummond de Andrade puts, despite authoritarianism, these contexts are rife with a sensation that a flower “pierced the asphalt, the boredom, the disgust, and the hate”.

    The notion of “resistance” gained strength in postwar theoretical debates about, on the one hand, the construction of positive identities, as in the discussion about the “myth” of the French resistance, and, on the other hand, the possibilities to resist totalitarian states inspired by the example of Germany. In the 1990s, resistance began to be considered beyond the recourse to violence, incorporating civil actions, whether these were humanitarian, intellectual, artistic, or diplomatic. One of the legacies of the German debate is the understanding of resistance as negative—as opposition and dissidence—but also as a gray zone concerning the relationship between the individual and the authoritarian state. In the past few decades, researchers like François Bédarida, Denise Rollemberg and Marcos Napolitano have pointed out how resistance often conflates a range of political and ideological categories, urging scholar to pay attention to specific historical contexts. Furthermore, the term began to be employed to describe historical process outside of Europe, including Latin America.   

    This special issue will gather articles that tackles the notion of resistance as opposition to authoritarianism. Based on specific case studies, our goal is to analyze different ways to resist the social, political, and cultural discourses cuddled from various historical sources. We focus on resistance and authoritarianism as long-term categories used in different historical contexts when democracy has been threatened in Latin America. Thus, we invite researchers to submit papers dating from the anti-fascist debates of the 1930s, when the notion of resistance as an analytical category emerged, to the dictatorships and processes of redemocratization that took place between the 1960s and the 1980s, when different opposition groups side and there is a reshuffling of the field of “resistance.” We’ll consider papers that analyze one or more Latin American countries, connect Latin America with other continents, and study Brazil from a comparative perspective or in connection to other Latin American countries.

     

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  • Chamada próximo Dossiê / Convocatoria próximo Dossier

    2015-03-01

    ATENÇÃO: o prazo de envio de artigos para o Dossiê Exílio e Mercado Editorial na América Latina foi prorrogado até o dia 23 de agosto de 2015.

     

    Dossiê: Exílio e Mercado Editorial na América Latina

    Coordenadores: Gabriela Pellegrino Soares (USP) e Mateus Fávaro Reis (UFOP)


    Dossier: Exilio y Mercado Editorial en América Latina

    Coordinadores: Gabriela Pellegrino Soares (USP) e Mateus Fávaro Reis (UFOP)

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