Dreaming as a way of being
Indigenous epistemologies and the insurgency of dreams in contexts of collapse
DOI:
https://doi.org/10.46752/anphlac.40.2025.4269Keywords:
Indigenous dreams, Cosmopolitics, Non-Western epistemologiesAbstract
O presente escrito se dedica à uma análise entre três obras, de autores indígenas e aliados, que possuem a categoria dos sonhos como forma substancial ao pensamento e a prática política de diferentes povos indígenas no Brasil. Buscamos nos ater às seguintes obras: "Das Profecias à Cura do Mundo" de Daniela Alarcon e Célia Tupinambá, capítulo três do livro "A gente precisa lutar de todas as formas: Povos indígenas e o enfrentamento da Covid-19 no Brasil”; “O espírito da floresta” de Bruce Albert e Davi Kopenawa; O desejo dos outros de Hanna Limulja. Concebemos a partir da leitura que os sonhos não operam como fantasias produzidas pelo inconsciente ou objetos subjetivos, contudo como práticas relacionais e epistemológicas, através das quais se elaboram resistências cosmológicas à colonialidade, ao colapso ambiental e à necropolítica do mundo contemporâneo.
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References
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