A Proposição de Futuro pelas Metáforas Krenakianas:
uma leitura de O Amanhã não está à venda
DOI:
https://doi.org/10.46752/anphlac.40.2025.4274Keywords:
Ailton Krenak, Epistemologies of the South, Sustainability, PosthumanismAbstract
This article analyzes Ailton Krenak's Tomorrow Is Not for Sale, highlighting the metaphors and ironies used to critique the values of Western modernity/coloniality. The article seeks to understand, through this language, the project of coloniality expressed in images such as curdled milk, Mother Earth, and the conception of humanity created by modern humanism, which excludes collectives considered subhuman – Indigenous peoples, quilombolas, caiçaras, and other traditional peoples. The research, qualitative in nature, analyzes the essay in light of Quijano (1991), Caffentzis and Federici (2015), and Segato (2016; 2021a; 2021b; 2022; 2023). The conclusion is that Krenak's criticisms focus on the objectification of the world as a value of modernity, which distances collectives from their vital powers and ties to the Earth. In this sense, his work invites us to reflect on the modern paradigm and reconnect with the communal, with solidarity, and with the plurality of existences, as paths of resistance and re-existence.
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