O sagrado marginal mexicano como resistência epistêmica em Temporada de Furacões de Fernanda Melchor

Autores/as

  • Justine Prinstrop Universidade Feevale

DOI:

https://doi.org/10.46752/anphlac.41.2026.4300

Palabras clave:

Sagrado Controvertido; Resistência Epistêmica; Fernanda Melchor; México.

Resumen

Resumo:

Este artigo analisa a figura da Bruxa no romance Temporada de Furacões (2017), de Fernanda Melchor, como um símbolo do sagrado marginal e da resistência epistêmica no México contemporâneo. A partir de um diálogo com a historiografia sobre a feitiçaria colonial (Alberro, 1988) e os conceitos de santidade controvertida (Rubial García, 1999) e ética da libertação (Dussel, 2000), argumenta-se que a personagem transcende o arquétipo literário para encarnar um saber subalterno que emerge da violência e do abandono estatal. A análise demonstra como a eficácia de seus rituais e sua identidade de gênero dissidente operam como formas de agência política e corporal. O estudo conclui que o sagrado controvertido, manifestado na Bruxa, funciona como uma epistemologia própria que desafia a totalidade da modernidade excludente, oferecendo uma forma de resistência em contextos de extrema precariedade.

Palavras-chave: Sagrado Controvertido, Resistência Epistêmica, Fernanda Melchor.

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Citas

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Publicado

2026-08-05

Cómo citar

Prinstrop, J. (2026). O sagrado marginal mexicano como resistência epistêmica em Temporada de Furacões de Fernanda Melchor. Revista Eletrônica Da ANPHLAC, 26(41), 174–193. https://doi.org/10.46752/anphlac.41.2026.4300